sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

CÉPTICOS TENTAM SEM SUCESSO DESCREDIBILIZAR O TRABALHO DO PROFESSOR RAYMOND ROGERS SOBRE A DATAÇÃO RADIOCARBONO-CONTRIBUTO DO PROFESSOR MARIO LATENDRESSE


Todos os que se debruçam sobre a problemática da datação radiocarbono da amostra recolhida do Sudário de Turim em 1988 sabem que a datação do periodo medieval (1260-1390) da mesma é inválido, consoante o falecido Professor Raymond Rogers concluiu, pois esta foi recolhida numa zona de restauro do tecido, e não era portanto representativa do resto do tecido do Sudário.

O seu importante trabalho «Studies of the radiocarbon sample  from the Shroud of Turin» publicado na prestigiada revista cientifica «Thermochimica Acta»  na edição de 20 de Janeiro de 2005, é um marco no estudo cientifico do Santo Sudário   http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0040603104004745 

Para além de apurados estudos de microscopia, de química analítica e quimica cinética(cinética de degradação da vanillina), submeteu a estudo comparativo por Espectrometria de Massa( Pyrolysis Mass Spectrometry) uma fibra de área Imagem do Sudário e fibras da famosa amostra de Raes (área adjacente à da amostra radiocarbono).
Enquanto que a cellulose do linho da fibra-imagem só produzia furfural (massa 96, proveniente da prévia formação de hydroxy methylfurfural. massa 126) a altas temperatura de pyrólise, as fibras da amostra de Raes produziam logo a baixa temperatura o dito composto furfural, proveniente de pentosanos(polímeros de pentoses) que constituem a goma arábica, substância por ele préviamente determinada por estudos quimicos, e que funcionou como veiculo de aglutinação e de suporte do corante do restauro adicionado ao Sudário.





                                   

Fig 1: gráfico de espectrometria de massa de fibra-imagem; em abcissa a massa iónica em ordenada a intensidade iónica relativa


Fig2: gráfico de espectrometria de massa de fibras da amostra de Raes; a presença de de um pico de massa 96 a baixa temperatura de pyrolyse permitiu concluir pela presença de pentosanos provenientes de goma-arábica. Em abcissa a massa iónica, em ordenada, a intensidade iónica relativa.

   
Este importante dado foi mais um elemento que permitiu concluir que a amostra radiocarbono tinha sido colhida numa zona de restauro medieval, e não era pois representativa do resto do Sudário.

Artigo de cépticos

Todavia em Setembro de 2015 um grupo de químicos- os Drs Marco Bella, Luigi Garlaschelli e Roberto Samperi- publicaram na mesma revista cientifica um artigo entitulado «There is no mass spectrometry evidence that the C14 sample from the Shroud of Turin comes from a medieval invisible mending»
http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0040603115003093

Nesse artigo pode ler-se no abstract «.....uma análise cuidada dos espectros de massas relatados no artigo original revela que as diferenças encontradas entre as amostras provenientes de diferentes partes do Sudário são efectivamente devidas à presença de um contaminante com uma cadeia alifática longa.Excepto pela presença do contaminante, os dois espectros de massa parecem semelhantes em vez de diferentes.Portanto a teoria pseudocientífica afirmando que a amostra C14 podia provir de um restauro medieval invisivel permanece não suportada pelas evidências».

Portanto, este artigo publicado por cépticos da autenticidade do Santo Sudário, tinha como objectivo descredibilizar o trabalho do Professor Raymond Rogers,e apenas baseado num aspecto que ele estudou integrado com muitos outros, e que estes cépticos pura e simplesmente ignoraram.
Tal não nos surpreeende pois o Professor Luigi Garlaschelli, quimico da Universidade de Pavia já em 2009, num empreendimento financiado por uma associação ateista italiana, elaborou uma imagem em tecido-o famoso sudário de Garlaschelli- para descredibilizar a autenticidade do Santo Sudário na base de que alegadamente teria produzido uma imagem com as mesmas caracteristicas do Sudário de Turim, o que efectivamente foi defenitivamente provado como FALSO.
Também a utilização do termo «pseudo-científica» caluniando um prestigiado cientista já falecido, não nos parece de utilização adequada por pessoas desta área de conhecimento.

Imediatamente se gerou uma acesa discussão no importante forum científico Shroud of Turin Blog, onde credenciados colaboradores como o médico bioquimico Dr. Thibault Heimburger e o fisico Professor Mario Latendresse refutaram a metodologia e a qualidade do artigo dos cépticos bem como a sua conclusão.
Trata-se de uma questão e discussão complexa do ponto de vista técnico, e em lingua inglesa, todavia para os interessados forneço o respectivo acesso web:
http://shroudstory.com/2015/09/04/editorial-in-thermochimica-acta-by-bella-garlaschelli-and-samperi-on-rogers-2005-article/#comments


Artigo do Professor Mario Latendresse

Todavia o golpe de misericórdia nesse artigo dos cépticos foi dado hà alguns dias pelo Professor Mario Latendresse, prestigiado físico na área de imagem e inteligência artificial da Universidade de Montreal o qual tem contribuido com vários trabalhos científicos para estudo do Sudário.
Este cientista publicou na mesma revista «Thermochimica Acta», disponivel desde 18 de Dezembro 2015, um artigo refutando as conclusões dos cépticos, e entitulado «Comments on the mass spectrometry analysis of a sample of the Shroud of Turin by Bella et al.»
http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0040603115004724

No abstract pode ler-se: « Num recente artigo editorial desta revista Bella et al. comentaram sobre a analise da espectrometria de massa realizada por Rogers que consistia em dois espectros de massa da pyrólyse de fibras de linho de duas áreas do Sudário de Turim. A principal conclusão de Bella et al foi "Nenhum pico diagnóstico no espectro de massa indica uma diferença significativa nas duas amostras, para além de uma contaminação derivada de um hydrocarboneto.Portanto, nenhum dos dados apresentados suporta as conclusões de Rogers"
Nós mostramos que a análise técnica de Bella et al. dos espectros de massa é incorrecto e que a sua principal conclusão não é confirmada, em particular que um contaminante estaria presente na segunda amostra analisada».

Dada a complexidade técnica do artigo realçamos o essencial a reter:

Embora no seu artigo o Professor Raymond Rogers não indique as temperaturas de pyrólyse das amostras é obvio que no espectro de massa da fibra-imagem do Sudário obtido a altas temperaturas são aparentes picos de massa 126 e 96 relativos à presença de hydroxymethylfurfural e furfural respectivamente, o que não acontece no espectro de massa das fibras de Raes obtido a baixa temperatura onde aparece o pico 96 mas não o 126, o que não contraindica que goma arábica não possa estar presente.
Numa análise aprofundada dos picos de massa presente no gráfico de pyrólise de fibras da amostra de Raes superiores a 40 indicam que o composto furfural está presente.
Os picos de massa do alegado contaminante hexadecano-1-ol considerados pelos cépticos NÃO CORRESPONDEM realmente a esse composto, mas são sim compativeis com um composto da classe dos triglicerídeos nomeadamente a tripalmitina, presente no sebo segregado pelas glândulas sebáceas.
Este aspecto vem confirmar aquilo que se sabia relativamente à escolha do local para retirada da amostra para os testes de carbono 14, que essa foi uma má escolha pois correspondia a uma área onde os bispos seguravam o Sudário nas apresentações publicas, o que se repetia ao longo dos tempos, passando as secreções sebáceas para o tecido do Sudário.

Conclusão:
O importante trabalho do Professor Raymond Rogers, refutando a validade da amostra radiocarbono continua válido, e mais uma vez o Professor Latendresse deu um importantíssimo contributo para reposição da verdade.














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