segunda-feira, 23 de julho de 2012

UM NOVO LIVRO SOBRE O SUDÁRIO DE TURIM?

PARECER CRÍTICO SOBRE « THE SIGN: THE SHROUD OF TURIN AND THE SECRET OF THE RESURRECTION» de Thomas de Wesselow

Em Março deste ano (2012) a editora britânica Penguin publicou uma obra entitulada «The Sign: The Shroud of Turin and the Secret of the Resurrection» da autoria de Thomas de Wesselow, um historiador de arte assumidamente agnóstico.
Muito divulgada em termos publicitários, talvez pela capacidade da poderosa editora, passadas poucas semanas já era possível encontrar por pesquisa na internet a versão em língua portuguesa (do Brazil), com o apelativo título «O Sinal: O Santo Sudário de Turim e o Segredo da Ressurreição», talvez para com a inclusão do adjectivo «Santo» atrair a atenção do público de um pais com uma esmagadora maioria de católicos, e rapidamente surgiram apreciações críticas em sites anglo-saxónicos mas também em sites brazileiros.

Obviamente a publicação de um a obra abordando o Sudário de Turim foi para mim quase uma compulsão para efectuar a sua aquisição na versão original em língua inglesa ,não obstante o seu conteúdo não fosse novidade pois as criticas que li, nomeadamente no excelente congénere blog americano , Shroud of Turin Blog, não fossem muito abonatórias, parti mente aberta à exploração das 348 páginas de texto.

A obra está estructurada em 7 partes e 27 capítulos, integrando também uma considerável quantidade de imagens aliás de excelente qualidade, embora muitas sem relação com o Sudário de Turim.
Também fazem parte da obra abundantíssimas referências bibliográficas a obras literárias sobre as Escrituras e Cristianismo, sobre o Sudário de Turim incluindo alguns trabalhos científicos, referências a notícias na web e outras.

A linguagem utilizada é de um fluente, colorido e rebuscado inglês literário, de frases muitas vezes complexas, não muito acessível a um leitor com conhecimento médio da língua, obrigando à companhia de um bom diccionário, e a frequente inclusão no texto de referências bibliográficas, bem como notas de rodapé, obriga a inúmeras interrupções de leitura, e a nelas meditar pois o autor muitas vezes inclui nessas notas a sua opinião e interpretação.


O autor, Thomas de Wesselow historiador de arte o qual se assume como agnóstico, interessou-se desde hà vários anos pelo Sudário de Turim, pois como conhecedor da arte do período medieval refutou desde o inicio a possibilidade da imagem patente no Sudário obedecer aos padrões conhecidos dos artífices desse período, tanto mais que a imagem tem codificados atributos não enquadráveis numa hipotética elaboração medieval.
Tal como Sir Isaac Newton descobriu num rasgo de inspiração a lei da gravidade quando uma maçã lhe caiu na cabeça, Thomas de Wesselow teve a sua epifania sindonológica em 2004 quando meditava num edílico pomar, resolvendo empreender num projecto pessoal que iria resolver de uma assentada dois grandes mistérios remanescentes neste século XX!- o Sudário de Turim e a Ressurreição de Jesus Cristo !


A obra inicia-se por uma séria abordagem desciptiva de conteúdos de escrituras do Antigo e do Novo Testamento, incluindo abundantes referências e análise  aos escritos paulinos e Actos dos Apóstolos, duma forma respeitosa e com uma exegese que embora pessoal e nalguns casos discordante da feita por peritos em exegese bíblica, não choca o cristão conhecedor das escrituras ( contrariamente a uma obra portuguesa de um conhecido autor surgida no ano passado…).
O autor credibiliza as Cartas de S. Paulo mas assumidamente desvaloriza o conteúdo factual dos Actos dos Apóstolos …

  No que concerne ao Sudário de Turim a abordagem do autor é francamente decepcionante, pois além de relativamente sumária, é muito pouco abrangente no que respeita ao vasto conhecimento científico adquirido ao longo dos tempos sobre a relíquia mais venerada da Cristandade.
Não vamos obviamente analisar linha por linha a obra, mas no que respeita ao percurso histórico o autor de certa forma decalca a teoria do historiador britânico Ian Wilson, todavia com a agravante de a distorcer em alguns aspectos, nomeadamente no episódio do túmulo vazio do capítulo 20 do evangelho de S. João, tentando fazer prevalecer a sua opinião de que o que levou o discípulo a «acreditar» foi a peça de tecido que envolveu a cabeça de Jesus, enrolada à parte, desvalorizando completamente os «panos» ou «lençóis».
Também acrescenta mais um local ao percurso histórico inicial presumível do Sudário, a localidade de Damasco-o que é realmente uma novidade!- adiante veremos as suas razões.

Os aspectos científicos e controvérsias são abordados ao de leve (embora globalmente de uma forma correcta), todavia a análise de um conhecedor de arte e implicitamente das proporções corporais anatómicas à problemática das algumas desproporções anatómicas da Imagem Sindónica fique bastante aquém do esperado.
Os aspectos forenses da flagelação e crucifixão, nomeadamente lesionais, manchas e escorrências sanguíneas, são descritos com algum pormenor, no entanto a opinião do autor é em alguns casos discordante!!!nomeadamente na génese da escorrência da ferida da lança/trajectos sanguíneos lombares, relativamente à emitida por médicos peritos de patologia forense, e até do pioneiro da sindonologia científica, o Dr Pierre Barbet , o qual efectuou estudos experimentais sobre crucifixão em cadáveres nos anos trinta do século passado.
Por exemplo o autor «supõe» com a maior das naturalidades, para justificar o seu ponto de vista quanto à origem de determinadas escorrências sanguíneas, que o corpo foi virado de barriga para baixo num alegado processo de lavagem, ignorando pura e simplesmente que os ritos funerários judaicos proibiam que o corpo fosse alguma vez colocado em tal posição…
Parece-me presunçoso e mesmo arrogante um historiador de arte pôr em causa pareceres nomeadamente experimentais de médicos especialistas na matéria, como o fez relativamente ao Dr. Pierre Barbet.

Relativamente à questão de como se formou a imagem corporal no Sudário, Thomas de Wesselow menciona ao de leve mas desvaloriza as principais teorias nomeadamente as envolvendo qualquer forma energética radiante, concentrando todas as suas forças a defender e assumir como a única explicação plausível a teoria da reacção amino-carbonilo ou reacção de Maillard do Professor Raymond Rogers e da bioquímica Drª Anna Arnoldi.
Contrariamente aos próprios proponentes da teoria que admitem que esta não explica vários achados da imagem sindónica e ignorando críticas de outros cientistas, de Wesselow assume uma atitude de crença cega na validade da mesma!

Todavia o clímax da obra ( o que não me surpreendeu , pois tinha lido previamente várias críticas…) consta bàsicamente no seguinte:
Na interpretação do autor, o Sudário é autêntico pois nele está patente a enigmática imagem corporal do Jesus Cristo histórico a qual se teria formado no tecido por um processo natural perfeitamente explicável do ponto de vista científico.
Aqui está a primeira falácia, pois essa teoria não explica várias características da imagem sindónica, e tão pouco explica a coincidência do corpo ser removido do contacto com o tecido antes de uma eventual imagem ficar «saturada» e completamente indefinida, e o autor também não questiona sequer porque é que não existem mais imagens assim, porque se isso aconteceu dessa forma, ocorreu uma única vez na História e com um único homem.
Depois o autor tenta introduzir o Sudário e a sua imagem nos relatos evangélicos do túmulo vazio, procurando explicar racionalmente a Ressurreição de Jesus Cristo.
Para Thomas de Wesselow, Madalena , as santas mulheres e os apóstolos Pedro e João teriam visto as misteriosas imagens corporais patentes no lençol funerário, ficando convencidos que isso era um sinal de Deus que o Mestre tinha ressuscitado dos mortos.
Todavia, para de Wesselow, o episódio do túmulo vazio seria uma construção cristã ulterior, e argumenta especulando que quem entrou no túmulo para ungir o corpo de Jesus viu as imagens, teria levado o lençol funerário, mas não explica claramente o que teriam feito ao corpo, e admite mesmo a possibilidade dos restos mortais de Jesus terem sido colocados no mediático Túmulo de Talpiot. 
 De Wesselow além de não ser convincente com o argumento que o Sudário seria a própria ressurreição não fornece qualquer argumento plausível contra a descrição nos evangelhos do episódio do túmulo vazio, e entra num terreno pantanoso tentando «ressuscitar» um nado-morto, referimo-nos à teoria ficcional de que no Sepulcro de Talpiot estariam entre outros o ossário de Jesus Cristo, teoria completamente refutada pelos académicos que efectuaram o achado arqueológico em 1980 e que após uma recente «exumação» descansa em paz para todo o sempre.
Para além disso repesca o estafado mito da relação marital de Jesus Cristo e Maria Madalena, situação não descrita em nenhuma fonte nem mesmo nos evangelhos apócrifos de Maria ou de Filipe.

Thomas de Wesselow prossegue teorizando que os relatos doe evangelhos canónicos referentes às aparições de Cristo ressuscitado aos apóstolos, foram sim visualizações do Sudário com a imagem corporal de Cristo, admitindo que as referências Paulinas  às aparições de Cristo ressuscitado a S.Paulo, Pedro Tiago e aos doze apóstolos não passaram disso mesmo e a famosa aparição «a quinhentos dos nossos irmãos alguns dos quais ainda estão vivos», teria sido uma exibição publica do Sudário!!!
Na nossa humilde opinião, De Wesselow foi longe de mais na sua «exegese» do Novo Testamento, pois se existisse uma réstia de verdade na sua hipótese, nomeadamente na alegada exibição pública do Sudário, concerteza haveria algum relato de tal acontecimento, e o percurso histórico do Sudário teria uma lacuna preenchida.
Também tenta de uma forma nebulosa explicar o episódio da conversão de Paulo perseguidor dos cristãos, recordamos a visão de Jesus Cristo que Paulo afirmou ter experienciado na estrada de Damasco,  pela alegada visualização do Sudário em Damasco, localidade para onde supõe (mais uma vez…) que o Sudário tenha sido levado por discípulos.
O autor defende a concepção Paulina de uma «ressurreição espiritual» (não explica o que isso representa, nem nós sabemos o que isso poderá significar…) e condena o conceito da ressurreição física corporal de Jesus Cristo, que segundo advoga teria sido uma construcção ulterior lendário-ficcional por posteriores gerações de cristãos de finais do século I , inícios do II século quando o Sudário estaria oculto em Edessa.

Grosso modo, mais de um terço do livro é uma tentativa sem dúvida hábil de convencer o leitor de que o Sudário com a imagem corporal de Cristo flagelado e crucificado esteve na origem do alegado mito posterior que Jesus Cristo teria ressuscitado «corporalmente» dos mortos, recorrendo a argumentação especulativa e tentando com ela explicar múltiplas passagens do Novo Testamento, correlacionando-as (muitas vezes de uma forma forçada…) com outras do Antigo Testamento.

O autor,como agnóstico não consegue compreender o que intrigou o historiador E.P.Sanders (aliás uma das suas fontes citadas na bibliografia) o qual presume que algo de extraordinário deve ter acontecido depois da morte de Jesus Cristo para que aquele punhado de homens amedrontados depois da morte do seu Mestre, tenha ficado cheio de coragem para divulgar os ensinamentos, mesmo sabendo que poderiam enfrentar o martírio e a execução.

Contràriamente a De Wesselow que afirma categòricamente que o Sudário é a Ressurreição, e a explosão do Cristianismo no século I tem directamente nele a sua origem, a nossa interpretação vai noutro sentido, pois parece-nos muito forçado admitir que a visualização daquela imagem corporal mal definida no lençol funerário fosse o único factor que encheu os discípulos de coragem, e tudo o resto pura fantasia.
Para nós, sem dúvida o que não está explicitamente descrito no episódio do túmulo vazio no capitulo 20 do evangelho de S. João ( «viu e acreditou»)proporcionou aos apóstolos Pedro e João compreenderem a  ausência do corpo do Mestre, mas o que se seguiu, isso sim foi a verdadeira razão da explosão da mensagem da Boa-Nova e do nascimento do Cristianismo como crença, e da sua afirmação no poderoso Império Romano.

Não é totalmente negativa a nossa apreciação desta obra, pois apresenta de uma forma séria muitas passagens das escrituras, algumas que não conhecíamos, embora muitas vezes a exegese que delas faz o autor seja absolutamente especulativa e até fantasiosa, tem imagens de qualidade, e não deixa de ser uma mais valia para a Sindonologia o interesse e a assumpção explicita de autenticidade do Sudário de Turim por um perito de arte agnóstico.
No entanto, não consideramos  «strictu sensu» este livro uma obra sobre o Sudário, mas sim talvez a Tese de Doutoramento defendida por Thomas de Wesselow.

                                                                                           Julho 2012
                                                                               Antero de Frias Moreira
  

segunda-feira, 2 de abril de 2012

NOVO LIVRO SOBRE O SANTO SUDÁRIO DE TURIM

NOVO LIVRO SOBRE O «SUDÁRIO DE TURIM»

O Centro Português de Sindonologia tem o prazer de anunciar o lançamento pela prestigiada editora «Edium Editores» de uma nova obra sobre este fascinante tema, intitulada «Sudário de Turim mortalha de Cristo ou fraude medieval?», da autoria do seu membro executivo, o médico Dr. Antero de Frias Moreira, também elemento da «Associação dos Médicos Católicos Portugueses».



Nesta obra escrita com rigor científico e absoluta isenção do ponto de vista de crenças religiosas, depois de uma prévia apresentação do lençol patenteando a enigmática imagem da região ventral e dorsal do corpo desnudado de um crucificado e que é a relíquia mais venerada da Igreja Católica, o leitor é convidado a fazer o percurso histórico da relíquia desde Jerusalém até aos nossos dias, sendo apresentada uma versão mais realista da lenda do rei Abgar de Edessa, permitindo estabelecer a conexão do «Pano de Edessa» com a mortalha ou Sudário de Cristo de Constantinopla, e vinda deste para a Europa, bem como o seu historial no velho continente.

No percurso cientifico são destacados todos os eventos relevantes desde a desconcertante descoberta em 1898 do comportamento da imagem como um negativo fotográfico por Secondo Pia, até aos últimos desenvolvimentos tecnológicos de processamento de imagem, como a Imagem Holográfica do Homem do Sudário e a sua reconstituição fisionómica em 2010, passando por uma exaustiva análise dos famigerados testes de carbono 14 de 1988.

Noutros capítulos são mencionadas, racionalmente analisadas e discutidas as principais teorias dos detractores da autenticidade do Sudário, nomeadamente a famosa teoria que atribui a produção da imagem do Sudário a Leonardo da Vinci, assim como a teoria do microscopista Dr.Walter McCrone considerando o Sudário «uma bonita pintura, não obstante o trabalho de um artista».

A imagem corporal patente no Sudário é alvo de detalhada e actualizada explicação assim como as principais teorias de formação da mesma.

Aspectos não consensuais sobre outras imagens, nomeadamente florais e de moedas são também abordados de uma forma realista, não sem uma prévia integração precisa da questão dos pólenes patentes no lençol.

O leitor é também envolvido no conhecimento das antigas prácticas funerárias judaicas, na antiga liturgia e cerimónias da Igreja do Oriente e arte sacra bizantina, tomando também conhecimento de aspectos da lenda do Santo Graal potencialmente integráveis no tema.

A reconstituição da Via Sacra do Homem do Sudário, numa perspectiva médico cientifica consciencializará de uma forma impressionante o leitor sobre o sofrimento até então nunca descrito, pelo qual passou o homem cujo corpo foi envolvido naquele lençol.

No final da obra o leitor terá elementos para concluir a quem e porquê pertence a imagem corporal do Sudário, e se este é a mortalha de Cristo ou uma fraude medieval.

Crente ou não crente é convicção do autor que o leitor irá encontrar neste livro motivo para profunda reflexão.

Sendo o tema Sudário de Turim considerado controverso, esta obra tem como suporte numerosas referências bibliográficas literárias e websites pró e contra, estando também alicerçada em 159 artigos científicos, de carácter científico e históricos.

Estamos convictos de ter cumprido a missão de proporcionar aos leitores informação credível e actualizada sobre um tema muitas vezes abordado de uma forma inadequada e tendenciosa, bem como divulgar muitos aspectos a ele ligados e que concerteza serão elementos de enriquecimento cultural.

O seu lançamento está previsto no próximo mês de Abril 2012, com sessões de apresentação no Porto e em Santo Tirso.

Sessões de Apresentação

Santo Tirso

Apresentação em 17 de Abril 2012/ (terça feira) pelas 21:30 horas no Hotel Cidnay pelo senhor Padre Dr. Francisco Carvalho Correia, com a cortesia do Rotary Club de Santo Tirso

Porto

Sessão de apresentação oficial em 26 de Abril de 2012 (quinta feira) pelas 21:30 horas, na Casa do Médico-sala Braga, Ordem dos Médicos-Porto (ao jardim da Arca d’Água) pelo senhor Doutor Nuno Trigueiros.

Apresentação em 5 de Maio 2012 (sábado) pelas 17:30 horas, no Auditório da Paróquia de Ramalde pelo senhor Padre Almiro Mendes

Todos estão convidados!

O autor faz votos sinceros que a leitura da obra seja proveitosa, manifestando a sua disponibilidade para responder a quaisquer dúvidas ou questões colocadas atravez de comentários neste blog.

Bem hajam

Antero de Frias Moreira

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

ENCONTRO-ESTUDO E REFLEXÃO SOBRE O SANTO SUDÁRIO

Realizou-se tal como programado, no sábado 20 de Novembro, nas instalações do Centro Missionário Allamano no Museu de Arte Sacra e Etnologia dos Missionários da Consolata, em Fátima, o Encontro de Estudo e Reflexão sobre o Santo Sudário de Turim.
As actividades do periodo da manhã iniciaram-se pelas 10 horas com uma sessão de boas-vindas pelo Director do Museu, Dr. Gonçalo Cardoso, o qual sumarizou o historial das actividades dos Missionários da Consolata, que tem sede em Turim, cidade onde se encontra a sagrada reliquia.
Seguiu-se uma alocução do Dr. Lagrifa Fernandes, presidente do Centro, na qual a assistência foi elucidada do seu papel na divulgação de conhecimentos sindonológicos, atravez das inumeras exposições e palestras que realizou.
Do amplo e bem equipado auditório, a assistência foi encaminhada para uma sala preparada para o efeito, onde estava patente a exposição de abundante material sindonológico do Centro, nomeadamente recortes de jornais, revistas temáticas, muitos livros de caracter histórico-cientifico em várias linguas, DVD's, Actas de Congressos e Simposiuns e multiplos trabalhos cientificos incluindo alguns muito recentes, e que os participantes no evento podiam consultar à vontade, sempre que necessário com explicações personalizadas.
A joia da coroa da exposição foi tal como anunciado, uma valiosa réplica, em tamanho real do Santo Sudário de Turim, fotografia em tela, autenticada pelo Centro Internacional de Sindonologia de Turim.
Foi com incontida emoção que a maioria dos presentes reagiram à detalhada explicação proferida
pelo médico Antero Frias Moreira, sobre a imagem corporal patente no Sudário, e o inimaginável
sofrimento causado pelas lesões nela evidentes, resultantes da brutal flagelação com chicote romano, aplicação de um capacete de espinhos, e crucifixão romana.
Foi também explicada a imagem da ferida do lado, e justificada a justeza da descrição evangélica «donde brotou sangue e água» em correspondência com a patologia forense.
Seguiu-se a projecção de um instrutivo documentário da BBC sobre o Sudário de Turim, assim se encerrando o periodo da manhã.

A abrir as actividades da tarde, o prestigiado jornalista da TVI, Dr. João Paulo Sacadura,abordou o tema «O Sudário de Turim e os Cristãos», conseguindo cativar o público com a eloquência com que transmitiu o significado espiritual e teológico do Sudário na vivência cristâ, assim como a extraordinária importância atribuida ao mesmo por vários Sumo-Pontifices, tal como transpareceu na leitura de vários excertos de discursos papais.
Seguiu-se uma interessante comunicação, «O Santo Sudário na Catequese de Hoje» proferida por Maria da Glória Barroso, catequista da paróquia de Ramalde-Porto, reflectindo-se sobre as dificuldades e desafios da catequese na actual sociedade, e após referencias várias a conteudos das sagradas escrituras, como o Santo Sudário de Turim nelas poderia ser integrado como meio de comprovação fundamental do principal pilar da fé cristã- a Ressurreição- e ser instrumento de evangelização e consolidação da fé cristã para catequizandos de todas as idades.
A terceira comunicação esteve a cargo do médico Dr. Antero Frias Moreira, membro da Associação dos Médicos Católicos Portugueses, que apresentou «O Sudário de Turim e o Século XXI», divulgando-se os principais eventos sindonológicos do terceiro milénio, nomeadamente os fundamentos cientificos da definitiva refutação da validade dos testes de carbono 14 realizados em 1988 numa amostra do tecido do Sudário, bem como as actividades cientificas que foram e continuam a ser desenvolvidas, particularmente na área da imagem, tendo sido apresentada ao público pela primeira vez em Portugal, a reconstituição fisionómica da face do Homem do Sudário, complexo trabalho de processamento informático de imagem a partir dos elementos codificados na imagem do sagrado lençol.
Se o Sudário de Turim envolveu o Corpo de Jesus Cristo, então a assistência contemplou a Face de Cristo!
A assistencia foi também informada do crescente interesse mundial pelo tema, nomeadamente em paises árabes!
Foi sobretudo realçado como a ciência pode ser um instrumento de justificação e consolidação da fé cristã.
A terminar realizou-se um «Forum de Discussão e Testemunhos» presidido pelo Dr. Lagrifa Fernandes, com a contribuição da religiosa Irmã Maria Paula, a qual relatou as suas vivencias na actividade sindonológica.
Após cada comunicação houve um tempo de questões e debate, com interessada participação do público e elementos da mesa, não podendo deixar de serem destacadas as intervenções do Cónego Dr. Angelo Alves, do prestigiado médico Dr. Villaça Ramos, em representação da Associação dos Médicos Católicos Portugueses, do Conservador do Museu do Castelo de Ourém, Dr. Carlos Evaristo, e do fisico Professor Dr. Henrique Santos, as quais muito enriqueceram o evento.
No final o feed-back da interessada assistência foi francamente positivo, motivando a Direcção do Centro Português de Sindonologia a pensar empreender outro evento de maior dimensão, bem como outras novas actividades possivelmente para a próxima Quaresma.

Bem hajam
até breve

Antero Frias Moreira

sábado, 23 de outubro de 2010

ENCONTRO SINDONOLÓGICO EM FÁTIMA

A peregrinação de Bento XVI em 2 de Maio passado a Turim, para venerar o Santo Sudário (ou Sindone), considerado «O MAIS IMPORTANTE OBJECTO DA HISTÓRIA»,pelo cientista americano Doutor Raymond Rogers, despertou o interesse mundial.
Mas em Portugal o acontecimento parece ter merecido atenção?
O CENTRO PORTUGUÊS DE SINDONOLOGIA, um dos muitos grupos espalhados pelos cinco continentes, com o objectivo de acompanhar os estudos sindonológicos que de forma crescente se multiplicam e ganham espaço em especial na Internet, resolveu realizar uma série de iniciativas para o conhecimento entre nós dos mais modernos eventos e descobertas da investigação ciêntifica acerca deste manto, que é considerado (pela tradição e pela ciência), como o lençol que serviu de mortalha a Jesus Cristo e terá testemunhado a RESSURREIÇÃO!
Uma primeira realização está marcada para Fátima, e vai já decorrer no próximo dia 20 de Novembro (sábado), das 10 às 18 horas, no Museu das Missionárias da Consolata.
Nesse forum, de participação livre e bem vinda, o programa inclui palestras, filmes, uma exposição de ampla documentação e debate.
Será também apresentada uma valiosa réplica da famosa relíquia, em tamanho real.
Assim, nesta oportunidade, todos poderão escutar e ver a explicação do Santo Sudário que é (segundo as palavras de João Paulo II)«A MAIS ESPLÊNDIDA RELIQUIA DA PAIXÃO E DA RESSURREIÇÃO DE JESUS CRISTO» (27/04/1980)

LAGRIFA FERNANDES

domingo, 23 de maio de 2010

A Solene Ostensão do Santo Sudário de Turim 2010-Testemunho de uma Fé Viva

Termina hoje a Solene Ostensão do Santo sudário de Turim a qual se iniciou no passado dia 10 de Abril, estimando-se em mais de 2 milhões o numero de pessoas que contemplaram na catedral de S. Giovanni Battista em Turim aquela que é a reliquia mais venerada da Cristandade.
Mas será que aquele lençol que indiscutivelmente exibe a ténue imagem em tonalidade sépia da região ventral e dorsal do corpo de um homem desnudado assim como manchas de tonalidade avermelhada, sendo o conjunto sugestivo da imagem de um flagelado e crucificado, é mesmo o lençol que envolveu o Corpo de Jesus Cristo após a descida da Cruz ?
Para quem estuda sériamente este assunto, de acordo com a tradição histórica ,documentos históricos e multiplos estudos cientificos , a única conclusão lógica é que o Sudário de Turim é o lençol funerário que envolveu o Corpo de Jesus Cristo e no qual ficou inexplicàvelmente (até à presente data) impressa a imagem do Seu Corpo.
Conclusão idêntica emana de estudos de vários autores aplicando o método do Cálculo de Probabilidades na autenticação do Sudário de Turim.
No passsado dia 2 de Maio o Papa Bento XVI deslocou-se a Turim onde proferiu uma Homilia dedicada ao Santo Sudário (é possivel obtê-la na integra indo à página Web da agência noticiosa Zenit)da qual destacamos algumas passagens:

«è um lençol que cobriu o corpo de um homem que foi crucificado, correspondendo em tudo ao que nos Evangelhos se refere a Jesus»

«Jesus ficou no sepulcro até à aurora do dia depois do Sabbath e o Sudário de Turim mostra-nos a imagem de como o Seu Corpo foi colocado no tumulo »

abordando a Luz da Ressureição afirmou então : «parece-me que ao olhar para este Lençol com o olhar da Fé, perceberemos algo dessa Luz».

«O Sudário é um ícone escrito com sangue, o sangue de um Homem que foi flagelado coroado com espinhos, crucificado e perfurado no seu lado direito. Cada marca de sangue fala-nos de amor e de vida».

Indiscutivelmente e pela primeira vez um Sumo Pontifice assume implicitamente a autenticidade do Santo Sudário de Turim do ponto de vista teológico.
Uma representação do Centro Português de Sindonologia deslocou-se em viagem peregrinação a Turim tendo acedido à Ostensão sábado 15 de Maio o que nos levou a escolher o titulo deste post.
É indescritivel a quantidade de pessoas que ordeiramente enfileiravam no longo percurso iniciado nos jardins do Palazzo Reale dos Duques de Saboia e que conduzia até uma área de pré fabricado onde era solicitado silêncio, e na qual estavam patentes imagens religiosas alusivas a Cristo, da qual por indicação de vigilantes se passava a um espaço onde um número controlado de visitantes visualizava um curto filme com legendagem em várias linguas indicando o que iriam observar no Lençol (disponivel no you tube ou no post de Maio do site do Professor Mario Latendresse da Universidade de Montreal-perito em inteligência artificial, www.sindonology.org ).
Dali se passava então para o interior da Catedral (numa propositada obscuridade sendo o Sudário iluminado por um sistema especialmente concebido para o efeito) apenas se podendo permanecer cerca de 3 minutos em frente ao Santo Sudário terminando uma simultânea alocução em italiano com palavras «perdoai e consolai»
Mas o que move tanta gente?
Certamente que a esmagadora maioria terá escassos conhecimentos históricos e das investigações cientificas sobre o tema.
Tambem, nós que aguardamos mais de três horas em pé até aceder à Catedral questionamos que a maior parte das pessoas ali estivesse simplesmente por curiosidade....
«Isto é surreal» comentou alguém que muito prezamos ao ver fotografias da interminável fila de pessoas com mais de 2 metros de largura e que pacientemente aguardava a sua vez.
Somos testemunhas de pessoas idosas e com doenças osteoarticulares nos membros inferiores e que corajosamente superaram sem queixumes tão rude prova...
Vimos uma multidão composta na sua maioria por Italianos (nomeadamente de paróquias) Americanos, Canadianos, Alemães, Polacos,Croatas, Brasileiros,Espanhois,etc. (os portugueses eram a minoria...) muitos jovens, muitos padres frades e freiras jovens.
Toda essa gente quis ver o Sagrado Lençol movida sem duvida pela Fé de contemplar (como proferiu Bento XVI) aquela misteriosa Face que silenciosamente fala ao coração dos Homens convidando-os a contemplar o Rosto de Deus.
O êxito desta Ostensão é prova cabal de que a essa Fé continua viva.

Maria da Glória

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

SOLENE OSTENSÃO DO SANTO SUDÁRIO DE TURIM

O Centro Português de Sindonologia, tal como previsto, promoveu junto da prestigiada Agência Abreu a realização de viagens-peregrinação à solene Ostensão do Santo Sudário de Turim as quais se realizarão nos fins de semana compreendidos entre 10 de Abril e 23 de Maio de 2010 (partidas à sexta-feira e regresso no domingo).Para mais informações dirijam-se a uma delegação da Agência Abreu ,noeadamente na delegação do Porto na Avenida dos Aliados.

O prazo de inscrição termina em 04 de Janeiro 2010 mas aconselhamos brevidade pois a Arquidiocese de Turim, entidade promotora do evento exige a pessoas individuais ou grupos um agendamento prévio da visita (via internet) sem o qual não será possivel seguir o percurso dos peregrinos (no qual serão apresentadas fotos de alta defenição do Santo Sudário, obtidas em 2008 pela empresa de imagem HAL 9000 com 12 biliões de pixels !) nem aceder de perto ao sagrado lençol (os não agendados poderão não obstante visualizá-lo de longe na Catedral de S.João Baptista).

Desde já informamos que os agendamentos da inauguração em 10 de Abril e 2 de Maio-data em que o Papa Bento XVI participará numa homilia especial dedicada ao Santo Sudário se encontram lotados. Para mais informações visite o site http://www.sindone.org/ e para aceder ao agendamento poderá clicar on line reservations (versão em inglês).

Tal como em outras ostensões ,os detractores da autenticidade do Santo Sudário,mais uma vez tentaram desacreditá-lo, desta vez, coube a um professor de quimica orgânica da Universidade de Pavia de nome Luigi Garlaschelli efectuar uma curiosa experiência que descreveremos, a fim de argumentar que teria sido possivel a um falsário do periodo medieval recorrer a meios com os quais produziria uma imagem «idêntica» à do Sudário de Turim.
Para tal envolveu um voluntário com uma máscara em baixo-relevo tentando reproduzir a face do Homem do Sudário, num lençol, fazendo o rubbing dos relevos anatómicos com pó de ocre vermelho acidificado; depois terminava com pintura manual e aquecimento num forno e remoção do excesso de ocre vermelho.
Sem dúvida que se trata de uma experiência interessante do ponto de vista de concepção, não obstante sabemos que o que constitui a imagem do verdadeiro Sudário são fibras de linho cuja camada polissacaridica envolvente sofreu um processo de desidratação oxidativa adquirindo uma cor amarelada e contrastando com fibras não coloridas.
Para além das diferenças a nivel químico, a nivel fisico e de caracteristicas de imagem o «sudário de Garlaschelli»é completamente diferente nomeadamente, não tem codificação tridimensional e muito menos holográfica como o Santo Sudário.
Esta experiência foi de imediato desacreditada pelos homens de ciência que honestamente estudam o Sudário de Turim-fornecemos links para os mais interessados poderem aceder respectivamente ao site do Professor Mario Latendresse (perito em bioinformática e inteligência artificial-Universidade de Montreal) www.sindonology.org e os vários trabalhos no site do perito em imagem americano Barrie Schwortz www.shroud.com.
Mesmo sem ler o conteudo cientifico, ninguém de boa fé poderá afirmar ao ver as imagens -a verdadeira e a da experiência lado a lado -que estas são iguais...
O Sudário de Turim é unico e inimitável
Todos estão convidados a ir (como proferiu Bento XVI) «contemplar aquela misteriosa face que silenciosamente fala ao coração dos homens,convidando-os a ver o rosto de Deus».