segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

   A IMAGEM PATENTE NO SUDÁRIO DE TURIM PERTENCE A JESUS CRISTO????



Neste ano que se inicia vai decorrer a Solene Ostensão do Santo Sudário,
Será que quem se deslocar a Turim ao evento estará a contemplar a enigmática imagem corporal de Jesus Cristo impressa no lençol?

É com esta questão provocatória que iniciamos a analise deste assunto que é sem dúvida de grande importância, mas dada a extensão do «post» convido os leitores a irem buscar uma chávena de chá.

Não foi apenas uma única vez,que depois de uma conferência ou palestra ou noutras ocasiões me questionaram se eu tinha a certeza de que a imagem corporal patente no Sudário pertencia a Jesus Cristo, pois mesmo que os testes de Carbono 14 de 1988 não fossem válidos, na Palestina do I século haveria muitos habitantes do séxo masculino com cabelo e barba comprida,

Confesso que depois de conter uma certa irritação e revolta tentei educadamente responder a essa questão (maldosa ou naif ?) pois tais pessoas fizeram ou fazem propositadamente (ou não?) tábua rasa dos seguintes aspectos:

-Documentos e estudos históricos ligados ao Sudário,
-Toda a tradição histórica ligada ao Sudário, conotando-o com o lençol funerário que cobriu o corpo de Cristo no sepulcro.
-O facto de as imagens lesionais patentes no lençol serem absolutamente compativeis com os supliceos infligidos a Jesus, consoante concluido por peritos forenses e de acordo com os Evangelhos. 
-Os numerosos icones da arte sacra nomeadamente Bizantina, representando Jesus Cristo e que comprovadamente tiveram a sua fonte de inspiração artistica na imagem facial do Sudário, o mesmo sendo aplicável por exemplo a moedas cunhadas no reinado de Justiniano II no século VII ,

-Do ponto de vista cientifico o aspecto das áreas imagem em ampliação ou microscopia é bastante singular pois observam.se fibras coloridas ao lado de fibras não coloridas, e os estudos fisicos e quimicos concluiram pela ausência de qualquer substância estranha ao tecido responsávell pela cor da imagem, ela resultou sim de transformações quimicas nas próprias fibras de linho.

-Não se sabe ainda do ponto de vista cientifico o que provocou as reacções quimicas nas fibras de linho, estando ainda em aberto se foi a nivel da «parede primária» da fibra ou de um revestimento polissacarídico resultante do tratamento final da peça por lavagem em solução de «Saponaria Officinalis» consoante prática no século I.

-A imagem corporal do Sudário comporta.se como um negativo fotográfico e para além disso tem codificada informação volumétrica e tridimensional apenas «extraida» por tecnologia informática de finais do século XX (analisador de imagem VP-8 utilizado pela N.A.S.A.) e programas de processamento 3D actuais.
Nenhuma fotografia, pintura, fotografia de escultura ou pintura, produz o mesmo resultado que a imagem patente no Sudário quando submetida a análise com os meios referidos.
Enquanto que a imagem sindónica revela como que um baixo relevo anatómicamente correcto, as outras imagens mostram distorsões e indefinições, pois não tem verdadeira codificação volumétrica.
SEM QUALQUER DÚVIDA A IMAGEM PATENTE NO SUDÁRIO CORRESPONDE AO CORPO DE UM FLAGELADO E CRUCIFICADO,
-Com o actual conhecimento sobre a fisica e quimica da imagem, não foi ainda possivel reproduzir em condições experimentais uma imagem com TODAS as caracteristicas da Imagem Sindónica.
Recordemos o fracasso da experiência do quimico italiano Professor Luigi Garlaschelli em 2010, e mais recentemente as imagens mostradas no Workshop de Bari utilizando tecnologia Laser e campos eléctricos de «descarga de corona», as quais, diferem notóriamente do ponto de vista macroscópico da imagem original, embora partilhem muitas afinidade do ponto de vista quimico e microscópico.

-ATÉ HÀ PRESENTE DATA NÃO FOI AINDA POSSIVEL REPRODUZIR UMA IMAGEM IGUAL Á PATENTE NO SANTO SUDÁRIO-ISTO É UMA VERDADE INQUESTIONÁVEL

Do ponto de vista espiritual e de lógica filosófica é pois admissivel inferir que se algo extraordinário aconteceu, não explicável pela ciência, tenha sido com Aquele que é conotado como o enviado de Deus ou considerado o Filho de Deus e não com um ilustre judeu desconhecido de cabelo e barba comprida,

Claro que aquele lençol não tem aposto o carimbo de um tablião de Jerusalém do seculo I a confirmar a identidade do corpo nele envolvido, mas devo informar as pessoas que me levaram à elaboração deste «post», que mesmo os «cépticos clássicos» da autenticidade do Sudário como Joe Nickell ou Steven Schafersmann, ou mais actuais como os Drs. Hugh Farey Colin Berry ou o historiador Dr. Charles Freeman nunca puseram em causa que a imagem patente no Sudário de Turim correspondente a Jesus Cristo.
Já em 1902, periodo em que imperava um materialismo gritante na sociedade, nomeadamente nos meios científicos, o médico anatomista da Sorbonne Dr. Yves Delage, o qual se assumia como agnóstico, ao estudar a imagem corporal e aspectos lesionais patentes no Sudário não teve qualquer dúvida em afirmar publicamente numa comunicação cientifica na Academia de Ciências de Paris que aquela era a imagem de Jesus Cristo com todas as marcas da Paixão, atitude que lhe valeu uma forte critica da parte do Dr Berthelot, presidente da referida Academia, criticando veementemente a menção a Jesus Cristo!

Todavia a ciencia não pode de forma agluma identificar o Homem do Sudário, apenas fornecer elementos que nos apontem uma conclusão com um determinado «grau de probabilidade de certeza»

Assim sendo, probabilisticamente quanto mais próximo de 1 mais certeza e quanto mais próximo de zero mais improvável será o facto,

Ei-.nos chegados ao aspecto fulcral deste post, o calculo probabilistico,

Noções elementares de calculo de probabilidades;

Considerando o número de casos possiveis e o número de casos favoráveis, se lançarmos uma moeda ao ar, a probabilidade de sair caras é de 1/2, no caso de um dado lançado a probabilidade de sair 6 será de 1/6
A probabilidade de ao lançar uma moeda e um dado sairem cara e 6 será de 1/12 (multiplicação dos denominadores das fracções)

Calculo Probabilistico Aplicado ao Sudário de Turim

Vários estudiosos aplicaram o calculo de probabilidades para aferir em termos matemáticos qual o grau de probabilidade de aquela imagem ser de Jesus Cristo, não podemos obviamente referi-los a todos, iremos sumarizar e adaptar o interessante trabalho do Professor Bruno Barberis *, professor catedrático de Fisica e Matemática na Universidade de Turim.

Foram estudadas 7 caracteristicas comuns entre a imagem patente no Sudário (que designaremos por Homem do Sudário) e Jesus Cristo, no que concerne aos relatos da Paixão contidos nos Evangelhos.
Sendo a imagem do Homem do Sudário inequivocamente de um crucificado, foi atribuido um valor probabilistico a cada uma das caracteristicas, no sentido de se determinar qual a probabilidade de esse crucificado ser Jesus (note-se que os valores atribuidos foram os mínimos admissiveis...)

1-O envolvimento do corpo num lençol funerário  1/100

Naquela altura a esmagadora maioria dos crucificados era deixada na cruz como forma de atemorizar a população, e comida por animais selvagens ou posteriormente lançada numa vala comum.
Apenas em casos excepcionais consoante contemplado na Digesta romana, a familia podia reclamar o corpo para sepultamento se a autoridade romana local permitisse. 

2- As lesões na cabeça  1/5000

Dado não haver descrição de aplicação rotineira de um capacete de espinhos na cabeça dos crucificados, e apenas relatos esporádicos de torturas a cristãos como forma de zombaria, a probabilidade de ter havido um crucificado com essa lesões é extremamente baixa.

3- Transporte do patibulum 1/2

Nem todos os condenados à crucifixão tranportaram o «patibulum» (componente horizontal da cruz que encaixava no «stipes» componente vertical patente no local das execuções), houve crucifixões em massa nas quais os condenados eram crucificados no local.
Na região dorsal da imagem do Homem do Sudário é possivel observar marcas compativeis com o transporte do patibulum.

4- Crucifixão com cravos(pregos)  1/2

Nem todas as crucifixões se efectuavam com cravos muitas vezes os condenados eram fixados com cordas à cruz, nomeadamente nas crucifixões em massa, experienciando uma morte lenta e dolorosa por inanição e deficit cardiorespiratório

5- A Ferida do Lado (ferida da lança)   1/20

De acordo com a legislação romana nenhum condenado à crucifixão poderia ser removido da cruz com vida, pois essa forma de pena capital destinava-se a proporcionar ao condenado uma morte lenta e atroz.
Em alguns casos, para obviar o sofrimento do condenado, muitas vezes por pedido e pagamento da familia, os soldados da guarnição fracturavam os membros inferiores do condenado( designado por «crurifragium»), para acelerar a sua morte por asfixia.
Raramente e apenas como acto confirmatório da morte o condenado era trespassado por uma lança.
Neste caso o Evangelho de S. João é absolutamente elucidativo quanto ao que aconteceu com Jesus.

6- O sepultamento apressado    1/20

A imagem do Homem do Sudário com os aspectos lesionais mostra que o sepultamento terá sido apressado pois ou não foi efectuada lavagem, acto preconizado  nos rituais funerários judaicos, ou esta foi apressada, e o corpo não foi envolvido em unguentos (embora tenham sido encontrados por métodos imunológicos residuos de mirra e aloes que teriam sido colocados no lençol)

7- Permanência breve do corpo no lençol após o sepultamento  1/500

Sabemos que de acordo com os antigos costumes funerários judaicos, o corpo envolto no lençol permanecia no sepulcro durante um ano, altura em que os familiares iam recuperar as ossadas para o segundo sepultamento em ossários.
Claro que assim sendo, a putrefacção do cadáver iria danificar o tecido e impregná-lo com residuos de putrefacção.
De acordo com parecer de peritos de patologia forense, a imagem do Homem do Sudário é de um cadáver em «rigor mortis» (rigidez cadavérica) e a equipe S.T.U.R.P. quando efectuou estudos quimicos no tecido para caracterização de grupos quimicos funcionais, não encontrou residuos de natureza lipidica, nomeadamente residuos de ácidos gordos de putrefacção corporal
A conjugação destes dois aspectos (rigor mortis e ausência de residuos de putrefacção)  pemite-nos inferir que o Homem do Sudário esteve em contacto com o lençol por um periodo não superior a 48 horas.

Calculando atravez da multiplicação dos denominadores das fracções referentes a cada uma das sete características  partilhadas obtemos o valor de 200.000.000.000.
POR OUTRAS PALAVRAS A PROBABILIDADE DE O HOMEM DO SUDÁRIO NÃO SER JESUS CRISTO É DE 1/200.000.000.000. um valor infinitamente pequeno!!!
Como em toda a história da humanidade não há esse número de crucificados isso só vem reforçar o facto de que O HOMEM DO SUDÁRIO E JESUS CRISTO SÃO UMA E A MESMA PESSOA.

Outros investigadores como o já citado Dr. Yves Delage e mais recentemente o padre jesuita engenheiro Paul de Gail * utilizando linhas de raciocinio semelhantes chegam a valores respectivamente  de 10.000.000.000 e 250.000.000.000.

Tenhamos pois a CERTEZA MATEMÁTICA QUE AO CONTEMPLARMOS A IMAGEM DO SANTO SUDÁRIO ESTAMOS A CONTEMPLAR A IMAGEM CORPORAL DE JESUS COM TODAS AS MARCAS DA PAIXÃO E MORTE NA CRUZ que pelos designios de Deus chegou até aos nossos dias.

                                                                              Antero de Frias Moreira

* Referências
Barberis, Bruno «Shroud, carbon dating and calculus of probabilities»St Paul Editora U.K. 1998  capitulo The Man of the Shroud and the calculus of probabilities 29-48 pp.

Zeuli Tino «Jesus Christ is the Man of the Shroud» Shroud Spectrum International Issue #10 March 1984  https://www.shroud.com/pdfs/ssi10part5.pdf    










quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

                           OSTENSÃO DO SANTO SUDÁRIO DE TURIM EM 2015


Não poderiamos terminar o ano que está a findar, sem referir que no próximo ano de 2015 ocorrerá mais uma solene Ostensão da reliquia mais venerada da Cristandade, na Catedral de S. Giovanni Battista, na cidade italiana de Turim, onde o Santo Sudário se encontra desde 1578,

Recordamos que nessa data, por ordem do Duque de Saboia Emmanuelle Filiberto, o Sudário foi transferido de Chambery (para lá dos Alpes) para Turim, para encurtar a peregrinação do Bispo de Milão S. Carlos Borromeo, o qual se tinha proposto fazê-la descalço como forma de supplica a Deus devidio a uma epidemia de peste que grassava na região do Piemonte, onde se localiza Turim.

Efectivamente o Papa Francisco autorizou uma nova Ostensão que decorrerá de 19 de Abril a 24 de Junho de 2015, havendo simultaneamente cerimónias relativas ao bicentenário do nascimento de S. João Bosco, patrono da cidade.
Esta decisão papal foi um tanto surpreendente pois em 2010 decorreu uma solene Ostensão e sabe-se que estes eventos não costumam ser tão próximos.
Será que o facto do Papa Francisco ter raizes turinesas-os seus pais foram emigrantes turineses para a Argentina- influiu na decisão?

Efectivamente oestá prevista a presença de Sua Santidade o Papa Francisco em Turim, em 21 de Junh 2015, para especificamente venerar o Sudário e participar também nas cerimónias de S. João Bosco.
Nesse dia não haverá visita pública ao Sudário mas os fieis poderão participar nas cerimónias religiosas na Catedral.
Informamos que para aceder à visita do Santo Sudário, é necessário efectuar uma inscrição prévia no site da Arquidiocese de Turim, http://www.sindone.org/santa_sindone/00023930_Santa_Sindone.html  ou directamente seguindo instruçoes no link http://www.piemonteitalia.eu/prenotazione/frontoffice/ingresso.do;jsessionid=tDYXJjjSxpJBpRsjg290T1np6phGRcsJGSGb3zl6GT2PlGpvY0Ys!-969516259!-4210  

Tendo estado na Ostensão de 2010, aconselhamos vivamente todos aqueles para quem o Santo Sudário tem um grande significado espiritual, que contemplem e interiorizem para sempre a visão do Sagrado Lençol que envolveu o Corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo, e no qual ficou patente a imagem sofrida do Seu corpo torturado com todas as marcas da Paixão, mas também porque não afirmá-lo, a testemunha da Sua Ressurreição que Deus permitiu que permanecesse até aos nossos dias.
Acreditem, é uma vivencia que nos marca para toda a vida!

Se o evento se processar como em 2010, o acesso à Catedral far-se-á pelos jardins do Pallazzo Reale dos Duques de Saboia, numa avenida próxima, e ficarão surpreendidos com a multidão que pacientemente aguarda o ingresso no recinto, antes do qual terá que passar por «check points» controlados por autoridades policiais e membros da organização.

Mas para além da contemplação do Santo Sudário, Turim tem outros pontos de interesse,
Directamente relacionado com o Sudário aconselhamos a visita à Igreja de S. Lorenzo na Piazza do Castello(próximo da Catedral) onde existe uma Réplica em tamanho real, e sem dúvida o Museo Della Sindone, também um «must» e a Confraria do Santo Sudário.
Relativamente as estes locais, poderão obter mais informação no primeiro link fornecido, onde também existe a possibilidade de apreciar a Imagem do Santo Sudário explicada (em italiano).
Já fora do ambito sindonológico mencionamos o Museu Egipcio (segundo informação será o segundo maior da Europa) eo Museu Automóvel da Fiat e também os deliciosos chocolates e gelados de Turim.

Todos estão convidados, como proferiu o Papa Emérito Bento XVI, « a contemplar aquela misteriosa face que silenciosamente fala ao coração dos homens, convidando-os a ver nela o rosto de Deus».

                                                            Feliz 2015
                                                         Maria da Glória


quarta-feira, 17 de dezembro de 2014


            CORRECÇÃO-NOVOS ESTUDOS DE ADN NO SUDÁRIO DE TURIM




Informamos que poderão aceder ao trabalho do Professor Giulio Fanti e colaboradores sobre o ADN contaminante humano e vegetal no Sudário de Turim, o qual está disponível no excelente site americano Shroud of Turin Blog no post de 20 de Setembro 2014, basta «googlar» shroud of turin blog ou neste link:

http://shroudstory.com/?s=dna+studies+giulio+fanti

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

                      NOVOS ESTUDOS DE ADN NO SUDÁRIO DE TURIM

Até à realização do «Workshop on advances in the Turin Shroud investigation» nos passados dias 4-5 de Setembro 2014  os únicos estudos conhecidos de ADN do Sudário de Turim foram realizados na década de 90 do século passado.

O ADN, iniciais de ácido desoxirribonucleico, é o principal constituinte dos cromossomas (organelos dos núcleos celulares) enrolado numa dupla hélice e contém o material genético característico da espécie e do próprio individuo.
Obviamente que quando se fala de estudos de ADN no Sudário de Turim, o impacto mediático é extraordinário.
Efectivamente aquilo que se poderia dizer relativamente a esta questão,no que se refere aos estudos dos anos 90 resume-se ao que vamos recordar:

Após estudos preliminares pelo cientista italiano Professor Marcello Canale, o microbiologista americano Dr. Leoncio Garza-Valdés do Texas Health Science Center de San Antonio-Texas, obteve amostras de fibras de manchas sanguíneas da região occipital e do punho esquerdo, que lhe foram fornecidas pelo Professor Giovanni Riggi di Numana, consultor cientifico da Arquidiocese de Turim e membro do S.T.U.R.P.
O material foi estudado no no departamento de PCR (polimerase chain reaction) do Laboratório de Microbiologia do Texas Health Center pela equipe do Dr. Victor Tryon.
Foram encontrados segmentos de genes humanos da Betaglobina(proteína constituinte da hemoglobina, no cromossoma 11), da Amelogenina X e Amelogenina Y, genes estes localizados respectivamente nos cromossomas X e Y.

Dado que o local onde o material foi recolhido se encontrava longe de zonas susceptiveis de manipulação humana, a possibilidade de contaminação é muito pequena, não sendo irrazoável concluir-se que o sangue era de um individuo de sexo masculino.

Dado o estado de degradação e fragmentação do material genético os cientistas consideram absolutamente ficcional a possibilidade de clonagem do Homem do Sudário, e atendendo às vicissitudes que o Sudário atravessou ao longo da sua existência, no seu percurso histórico e geográfico, bem como repetida manipulação humana, a possibilidade de CONTAMINAÇÃO COM ADN EXÓGENO é um factor a ter em conta nas conclusões a tirar nestes estudos.

Todavia, a contaminação com ADN, tal como os evangelhos apócrifos poderão lançar alguma luz sobre factos da vida de Cristo e também sobre o Sudário, é um problema que mereceu actualmente atenção da parte dos cientistas e ajuda a estabelecer o percurso geográfico e histórico do Sudário de Turim.

No caso da contaminação, o ADN proveniente de pessoas e espécies vegetais e que se depositou ao longo dos séculos no tecido do Sudário tem importância para determinar os locais de permanência do Sudário e as etnias que potencialmente contactaram com o tecido.

NOVOS ESTUDOS DE ADN

Neste âmbito, o Professor Giulio Fanti apresentou no referido evento cientifico um estudo do qual foi coordenador e que envolveu peritos de genética de várias universidades italianas, entitulado «Uncovering the Sources of DNA in the Turin Shroud» autores, Barcaccia, G. Galla, G. Achilli, A., Olivieri, A., Torroni, A. e Fanti, G.

O material estudado foi proveniente de partículas de aspirados entre o tecido do Sudário e a sua cobertura posterior (Pano da Holanda), e de partículas de poeira recolhidas pela equipe S.T.UR.P. em 1978- Não se trata pois de material recolhido actualmente,

Nesse material contendo grãos de pólen, resíduos celulares e minúsculos componentes orgânicos,l foram efectuadas identificações taxonómicas de espécies vegetais com base nos códigos de barras de ADN dos cloroplastos (organelos vegetais) e foi efectuada a reconstrução molecular de Haplótipos de ADN mitocondrial humano.

Dada a complexidade do estudo referiremos a titulo de conclusão, o que o Professor Fanti declarou em recente entrevista ao sindonólogo brasileiro Louis de Figueiredo:
« Devo declarar que o nosso estudo apenas considerou a contaminação do ADN presente no Sudário de Turim.Este estudo demonstra a presença de várias espécies de plantas de acordo com o código de barras do ADN de cloroplastos e distintos haplótipos de ADN mitocondrial humano.
No que respeita às entidades taxonómicas das plantas identificadas neste estudo, algumas são nativas de países mediterrânicos e espalhadas em regiões do Médio Oriente, outras tinham a sua origem na Ásia oriental e nas Américas, e não tinham ainda sido introduzidas na Europa durante o período medieval.
Vale a pena mencionar que cerca de 2/3 das espécies de plantas....... são nativas e encontradas em regiões temperadas e sub tropicais da Europa de leste, Médio Oriente, Ásia e Norte de África.
No que respeita a ADN mitocondrial humano, foram identificados distintos haplótipos, incluindo R0, U2 e U5 e vários haplótipos H
Haplogrupo R0 ocorre frequentemente no planalto arábico, especialmente nas populações da Arábia Saudita, e Paquistão, com a sua maior frequência no Yemen(30%), enquanto que a maior frequência do haplogrupo R8 é encontrada principalmente na India oriental.
Subgrupos U estão amplamente distribuídos pela Eurásia ocidental, Norte de África e sul da Ásia.»

Como neste estudo não foi apenas encontrada « contaminação» com ADN de espécies vegetais europeias, e ADN mitocondrial de etnias europeias, é licito concluir que o Sudário durante a sua existência foi manipulado por pessoas de etnias orientais e norte de África (possivelmente aquando da produção e transporte do tecido que o constitui) e esteve noutros locais que não a Europa, nomeadamente na bacia mediterrânica(na qual se localiza a Palestina).

O trabalho conclui que «... Os dados globais dos estudos ADN foram comparados com informação histórica para verificar se as áreas de origem e distribuição das espécies de plantas e haplogrupos mitocondriais humanos são coerentes com as rotas do Sudário de Turim.
Os nossos resultados experimentais e dados adicionais colocam mais uma dificuldade àqueles que postulam uma origem na Europa central e na Idade Média à relíquia».

Para todos os que nunca duvidaram da autenticidade do Sudário, apresentamos o resumo e conclusões deste estudo (ainda não disponivel públicamente), como a nossa prenda de Natal

Lembramos que no próximo ano irá haver uma nova Ostensão do Santo Sudário de Turim e o Papa Francisco deslocar-se-a a Turim para o venerar.

                                                                           Boas-Festas e até breve
                                                                          Antero de Frias Moreira

  

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

WORKSHOP SOBRE AVANÇOS NA INVESTIGAÇÃO SOBRE O SUDÁRIO DE TURIM-BARI 4-5 SETEMBRO 2014

Estivemos em Bari, interessante e cosmopolita cidade do sul de Itália, cujo santo padroeiro é S. Nicolau- Nicola para os italianos- bispo de Myra na Lydia , actual Turquia, que viveu no século IV da nossa era, e ao qual são atribuidos muitos milagres, e o hábito de depositar presentes em pertences dos pobres.
Efectivamente é neste santo que acenta a tradição do Pai Natal, sendo o termo anglo-saxónico «Santa Claus» um derivativo de S. Nicolau.

E é pois de Bari que trazemos alguns presentes sobre novos conhecimentos sindonológicos.

O Workshop decorreu numa sala da Universidade de Bari e ficamos inicialmente um pouco desapontados pelo escasso número de pessoas presentes-não mais de 40 incluido palestrantes- o que nos foi depois explicado pelo facto de o evento não estar aberto ao público em geral.

Embora também ficássemos um pouco desiludidos pelo facto do Professor Bruno Barberis ter afirmado que não sabia quando o Vaticano iria autorizar novos testes cientificos no Sudário de Turim-repetindo o que já tinha afirmado em Valência em 2012- houve efectivamente na nossa perspectiva alguns trabalhos inovadores , sendo justamente apenas esses que iremos destacar.

Na área da patologia forense, foram confirmadas as coincidências em termos de imagens lesionais entre as presentes no Sudário ou  Pano de Oviedo, e no Sudário de Turim, sendo apresentada a descoberta de uma imagem lesional em área da região dorsal da base do pescoço com a forma de haltere ( lesão resultante de flagelação com chicote romano «flagrum taxillatum» ) com correspondência no Sudário de Turim.
Também foram efectuadas mensurações antropométricas da área correspondente à cabeça havendo corespondência nas duas peças de tecido.
Este trabalho foi apresentado pelo patologista forense Dr.Alfonso Sanchez Hermosilla do centro Español de Sindonologia, e vem mais uma vez confirmar que os dois tecidos cobriram a face do mesmo Homem em momentos próximos, facto que refuta a validade dos testes de carbono 14 de 1988.

Na área da Imagem, o Professor Nello Balosino da Universidade de Turim apresentou um projecto para um futuro scanning de alta definição do Sudário, o que a concretizar-se trará sem dúvida novos dados.

O f'isico Professor Paolo di Lazzaro descreveu as experiências laboratoriais sobre os efeitos da aplicação de Lasers U.V.( variando potências, comprimentos de ondas e freqências e tempos de exposição) sobre tecidos de linho, obtendo a nivel microscópico coloração superficial das fibras,em parâmetros muito estreitos da radiação, aspectos semelhantes ao das fibras imagem do Santo Sudário.
Todavia a imagem da face em tecido, obtida por «Tecnica Pincel de Laser» embora interessante, é perfeitamente distinta da original.
 
A professora Giovanna de Liso do Centro Italiano de Estudos Sismicos apresentou o resultado das suas experiências de obtenção de imagens em tecido de linho, de objectos materiais e de uma pequena cobra,  quando colocados entre duas rochas de gneisse, durante forte actividade sismica.
Nessas condições há libertação do gaz Rádon o que leva ao desenvolvimento de um campo eléctrico com efeito ionizante.
Recordou que no Novo Testamento é refeida a ocorrència de um terramoto após a morte de Jesus,, facto corroborado pelo historiador do século III Julius Africanus citando a descrição dessa ocorrência por Thallus no século I.

O Professor Giulio Fanti, fisico do Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade de Pádua apresentou um trabalho sobre a obtenção de imagens de um manequim do corpo do Homem do Sudário, reduzido à escala 1/2, quando envolvido por tecido de linho e submetido à acção de um campo eléctrico de «Descarga de Corona» num sofisticado dispositivo simulando as condições de um sepulcro.
Embora também obtenha alterações a nivel de coloração superficial das fibras de linho, semelhantes às fibras imagem do Sudário de Turim, as imagens (foram mostradas apenas da região ventral) apresentam distorções e são perfeitamente distinguiveis da imagem sindónica original.

Como súmula do anteriormente descrito, ficamos com a noção de que pese o conhecimento ciêntifico actual sobre a microscopia e a química da imagem, mesmo em laboratório, utilizando dispositivos sofisticados, dispendiosas experiências NÃO CONSEGUIRAM AINDA REPRODUZIR A IMAGEM DO SUDÁRIO DE TURIM.

Não posso deixar de destacar o interessante e estranho trabalho do Professor Valery Shalatonin da Universidade de Minsk na Bielorrússia.
Este cientista referiu o facto de que uma réplica em tamanho real do Santo Sudário, existente na igreja católica de Belarus, promove um campo electromagnético na sua vizinhança, o qual provoca efeitos biológicos, nomeadamente na germinação de sementes de trigo colocadas próximo da réplica.
Também foi determinado objectivamente uma corrente energética em direcção a objectos relacionados co Jesus cristo nomeadamente textos sagrados ou um crucifixo, o que não acontece quando por exemplo textos técnicos /outros são colocados na mesma posição.
O campo electrico foi medido objectivamente com dispositivo adequado, não se trata de suposição nem especulação.
Deixa-nos pois motivo de reflexão como é possivel uma réplica criar um campo eléctrico à sua volta e demonstrar a sua ligação com Jesus Cristo.

Para terminar já fora do âmbito da ciência, o jovem Professor Trstan Casabianca historiador e filósofo da Universidade de Aix-Marselha, apredsentou uma comunicação referindo que de acordo com os novos conceitos de historiografia e de filosofia analítica a afirmação comummente aceite de que o Sudário de Turim do ponto de vista histórico e cientifico não pode ser provado como o lençol de Cristo e testemunho da sua Ressureição, tem de ser revisto.
Efectivamente à luz dos novos conceitos filosóficos, o Santo Sudário de Turim, de acordo com todas as evidências consideradas poderá ser considerado a prova da ressureição corporal de Jesus Cristo.


 

                                                                   11 de Setembro de 2014
                                                                   
                                                                     Antero de Frias Moreira

 



segunda-feira, 29 de julho de 2013

NOVO MÉTODO DE DATAÇÃO DE TECIDOS APLICADO AO SUDÁRIO DE TURIM

NOVO MÉTODO DE DATAÇÃO DE TEXTEIS ANTIGOS CONCLUI QUE O TECIDO DO SUDÁRIO DE TURIM PODE SER DATADO DO SÉCULO I






A problemática dos testes de C 14 realizados em 1988



Antes de abordarmos o assunto referente ao titulo deste post, convém recordar aspectos relativos à datação da amostra de tecido cortada em 1988 para datação radiocarbono pelo método A.M.S. (iniciais de accelerator mass spectrometry).

Essa amostra foi subsequentemente dividida em três porções entregues respectivamente aos laboratórios de Oxford, Zurich e Tucson (Arizona-U.S.A.).



Quando em 13 de Outubro de 1988 os cientistas Professores Edward Hall, Michael Tite e Robert Hedges anunciaram triunfantemente em conferência de imprensa no Museu Britânico que o tecido da amostra recolhida do Sudário de Turim tinha sido datado 1260-1390 A.D. causaram um profundo desânimo nos adeptos da autenticidade do Sudário de Turim.

Em Janeiro de 1989 a revista Nature publicou o trabalho liderado pelo Professor Damon sobre a datação das amostras entregues aos laboratórios de Oxford, Zurich e Tucson no Arizona concluindo que o tecido do Sudário era do período medieval.



Embora desde o anúncio dos resultados tenham surgido várias teorias cientificas tentando explicar os inesperados resultados, não é nossa intenção neste post efectuar uma revisão exaustiva do tema, e muito menos entrar em teorias de conspiração, mas apenas apontar alguns factos que questionam a validade dos resultados apresentados.





Factos estabelecidos que questionam a datação radiocarbono 1988:



Em 1981, o perito têxtil John Tyrer afirmava que a área do tecido do Sudário onde futuramente seria retirada a amostra para datação C14 era suspeita de restauro.


Fotografias de Fluorescência de Ultra-Violetas e de RX da referida área mostram discrepância relativamente ao resto do Sudário sendo de presumir uma diferente constituição química.


As fotografias para análise espectral pelo método «Quad Mosaic» utilizado pela N.A.S.A. concluem de igual modo.



Nessa mesma linha, mais recentemente o astrofísico Dr John Morgan III publicou na revista Scientific Research and Essays de Julho 2012 as suas conclusões relativas à aplicação de métodos de processsamento de imagem multiespectral actuais, utilizados pela N.A.S.A. no estudo de imagens de sondas espaciais, quando aplicadas na imagem de Fluorescência de Ultra Violetas obtida pela equipe S.T.U.R.P. em 1978, corroboram a natureza anómala da área de tecido do Sudário donde foi retirada a amostra para os testes de radiocarbono.



O bioquímico Professor Alan Adler efectuou estudos de espectroscopia de infra-vemelhos com transformadas de Fourier (FTIR) em fibras não imagem do Sudário e fibras da amostra recolhida para os testes C14 , sendo o padrão espectral obtido diferente, concluindo que a amostra recolhida não era representativa do resto do tecido do Sudário.





A amostra para os testes de Carbono 14 teria sido recolhida duma zona de restauro «invisível».



Depois da teoria do restauro medieval invisível da referida área, postulada pelos investigadores Sue Benford e Joe Marino em 2000, alicerçada em factos históricos, de análise de imagens fotográficas, e pareceres de peritos têxteis, teoria essa inicialmente contestada pelo termoquímico americano Professor Raymond Rogers , foi esse mesmo cientista que paradoxalmente acabou por corroborar essa teoria.



Tendo na sua posse material de tecido da área adjacente (a designada amostra de Raes removida em 1973 para estudo têxtil pelo professor Gilbert Raes do Instituto Têxtil de Ghent na Bélgica), e obtendo posteriormente fios da amostra de tecido dos testes de C14 cedidas pelo Professor Luigi Gonella (consultor cientifico da Arquidiocese de Turim), empreendeu estudos microscópicos quimicos e por Espectrometria de Massa ( Pyrolysis Mass Spectrometry) que lhe permitiram detectar emendas em fios, presença de corantes do tipo da alizarina, , aglutinante do tipo da goma arábica, e fibras de algodão, fibras essas que não fazem parte da composição de fios de outras áreas do Sudário.

Para além disso efectuou estudos de datação alternativa do tecido baseados na cinética de degradação da vanillina, composto derivado da lenhina presente nos nódulos de crescimento das fibras de linho, a que adiante aludiremos..

Este importante estudo foi publicado na prestigiada revista cientifica Thermochimica Acta em Janeiro 2005 (Thermochimica Acta Vol. 425 issues 1-2 20 January 2005, pages 189-194),. Onde pode ler-se «…a evidência combinada da química, conteúdo de algodão, tecnologia, fotografia e lenhina residual provam que a principal parte do Sudário é significativamente diferente da área de amostra radiocarbono.A validade da amostra radiocarbono deve ser questionada relativamente à data de produção da maior parte do tecido.»… «… os resultados da espectrometria de massa da área da amostra, conjugados com as observações microscópicas e microquímicas, mostram que a amostra radiocarbono não era parte do tecido original do Sudário de Turim. A datação radiocarbono não é portanto válida para determinar a verdadeira idade do Sudário».



As conclusões do Professor Rogers relativamente à presença anómala de fibras de algodão, e de encrustações de corante, foram confirmadas mais tarde pelo microscopista John Brown, pelo médico bioquímico Thibault Heimburger e em 2008 a equipe de químicos do Laboratório Nacional de Los Álamos da Universidade da Califórnia chefiada pelo Professor Robert Villareal, trabalhando em material remanescente do tecido da área da amostra radiocarbono, legada pelo Professor Rogers, (entretanto falecido em Março de 2005), e utilizando já métodos físicos e químicos mais actualizados e diferenciados, efectuou um importante trabalho de investigação.

Nas suas conclusões confirma-se indubitavelmente a presença de algodão entretecido com linho, e também a presença de um material tipo resina aglutinante, e critica-se a falta de rigor da equipe que em 1988 realizou os testes de radiocarbono, a qual falhou por não ter devidamente caracterizado a amostra (uma única amostra, dividida em três partes) do ponto de vista estructural e químico, extrapolando para o todo (o tecido do Sudário) o que foi determinado numa parte, que por sinal não era representativa do resto do tecido do Sudário.



Para além destes achados de natureza laboratorial, um importante estudo estatístico realizado pelo Professor Giulio Fanti e vários académicos relativo à análise das datas das sub-amostras de cada laboratório radiocarbono, concluiu pela inhomogeneidade das mesmas, o que permite questionar a precisão da data média final apresentada pelos laboratóris radiocarbono.

Este trabalho, já apresentado em 2010, foi recentemente publicado sob o titulo «Regression Analysis with partially labelled regressors: carbon dating of the Shroud of Turin» na revista Statistics and Computing July 2013, volume 23 Issue 4 pp 551-561.





Como vimos existem seguramente argumentos para legitimamente por em causa os resultados da datação 1260-1390 A.D. do tecido do Sudário mas na ausência de novos testes autorizados pelo Vaticano não poderemos inferir uma data aproximada de produção do tecido?





No estudo efectuado pelo Professor Raymond Rogers, foi pesquisada a presença de vanillina /composto derivado da lenhina nos nódulos de crecimento das fibras de linho) pelo método químico phloroglucinol, que é um método de detecção não quantitativo.

Esse composto sofre com o tempo um processo de degradação proporcional à temperatura ambiente, sendo indetectável em tecidos de linho mais antigos,

Enquanto que o material proveniente da amostra radiocarbono testa positivamente para a presença de vanillina, o resto do tecido do Sudário dá resultado negativo, bem como teste controle em material dos Manuscritos do Mar Morto, o que significa que o tecido do Sudário é manifestamente mais antigo.

De acordo com este investigador, assumindo uma temperatura média de armazenagem do Sudário de 25º C, se efectivamente o tecido datasse do período medieval, em 1978 (data dos estudos da equipe S.T.U.R.P.) deveria reter 37% do conteúdo inicial de vanillina, o que não acontece no tecido do Sudário, o qual testa negativamente por ser muito mais antigo do que o tecido da amostra radiocarbono.

Este aspecto é mais um argumento que sustenta a teoria de restauro medieval de Sue Benford e Joe marino.



Mais ainda, de acordo com a cinética de degradação da vanillina em função da temperatura média ambiente dos locais de guarda do Sudário, a idade do tecido é enquadrável num «span» de 1300 a 3000 anos, sendo pois passível de pertencer à época de Cristo no século I..



Este «span» é sem dúvida muito extenso e afastado da precisão da datação radiocarbono, e este estudo não é isento de críticas, mas até recentemente foi o único que nos permitiu datar aproximadamente o tecido do Sudário em alternativa ao radiocarbono.






Recente descoberta de novo método de datação de tecidos antigos



O investigador Professor Giulio Fanti, físico do departamento de engenharia mecânica da Universidade de Pádua , prestigiado cientista investigador do Sudário de Turim, juntamente com uma equipe de cientistas italianos de várias universidades, desenvolveu um método alternativo mais preciso de datação de têxteis antigos, método esse não destructivo e com um «span» significativamente mais estreito, recorrendo à Espectroscopia Raman e Espectroscopia de Infra-Vermelhos com Transformadas de Fourier ( FTIR), sendo admitido que futuramente com o desenvolvimento da técnica a precisão possa ser superior.

Este estudo disponível on-line desde Abril, foi publicado na prestigiada revista cientifica Vibrational Spectroscopy vol. 67 July 2013 pages 61-70 sob o titulo «Non-destructive dating of ancient flax textiles by means of vibrational spectroscopy».



Este método utilizando a espectroscopia foi integrado com um outro método, mas de natureza mecânica , precisamente um método mecânico multiparamétrico que atravez da avaliação integrada de cinco parâmetros permite datar com «span» de séculos fibras de tecidos antigos, método este que foi também desenvolvido pela equipe do Professor Fanti.



Tendo chegado à posse do Professor Fanti material cedido pelo Professor Giovanni Riggi di Numana (já falecido, lembramos que este cientista italiano integrou a equipe S.T.U.R.P. que estudou o Sudário in loco em 1978), proveniente de aspirado de material na parte de traz do tecido do Sudário, entre este e o tecido de revestimento protector (o designado Pano da Holanda), este cientista, entre outros procedimentos, separou fibras de linho do Sudário de partículas, a fim de aplicar os métodos de datação atraz descritos.



Assim apresentamos os resultados obtidos no estudo de fibras do Sudário



Método mecânico multiparamétrico: 400 A.D. +/- 400 anos com 95% de confiança



Espectroscopia Raman: 200 A.C.+/- 500 anos com 95% de confiança.



Espectroscopia de infra-vermelhos com transformadas de Fourier: 300 A.C. +/- 400 anos com 95% de confiança.



Combinando os resultados obtidos pelos três métodos obtém-se uma datação média de 33 A.C. +/- 250 anos com 95% de confiança, ou noutra perspectiva, o tecido do Sudário é datável de 283 A.C a 217 A.D. em números redondos a produção do tecido do Sudário de Turim ocorreu num «span» 280 A.C-220 A.D..



Estes estudos bem como muitos outros aspectos nomeadamente o achado de partículas minerais características da Palestina e pólenes também característicos do médio-oriente como do cedro do Líbano, são descritos num livro publicado pelo referido cientista juntamente com o jornalista Saverio Gaeta.

A obra entitulada «Il Mistero della Sindone» da editora Rizzoli existe de momento apenas na língua italiana, e foi mais um presente de Páscoa para os apaixonados do tema.



Após esta extensa exposição retenhamos que os testes radiocarbono realizados em 1988 não são válidos, e o tecido do Sudário de Turim é enquadrável nm intervalo 280 A.C. a 220 A.D.



Este é sem dúvida um facto importantíssimo para a questão da autenticidade do Sudário de Turim, todavia os cépticos mais ireductiveis, ignorando todos os outros factos surpreendentes relacionados com o Sudário, num acto de desespero lançam mais uma pedra!

Mesmo que o tecido seja do século I a imagem nele patente é de um individuo de sexo masculino de barba, tal como muitos homens dessa época, o que é que nos garante que a imagem seja de Jesus Cristo e não de outro homem?



Aqui fica o desafio, todos os comentários são bem-vindos.



29 de Julho de 2013


Antero de Frias Moreira