sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021

VARIAS CONTROVÉRSIAS EM ANÁLISE-REFLEXÃO CRITICAACERCA DO DOCUMENTÁRIO«O MISTÉRIO DO SUDÁRIO DE TURIM»

 



REFLEXÃO CRITICA ACERCA DO DOCUMENTÁRIO «O MISTÉRIO DO SUDÁRIO DE TURIM»

VÁRIAS CONTROVÉRSIAS EM ANÁLISE

Antero de Frias Moreira*

*Médico, Especialista de Medicina Fisica e de Reabilitação-Membro Executivo do Centro Português de Sindonologia

Fevereiro 2021

 

No passado dia 1 de Fevereiro o canal 2 da RTP transmitiu um documentário do New Smithsonian Channel/BBC de 2012, com o titulo em epigrafe.

Embora louvando a iniciativa, dado ser um tema pouco conhecido, não poderemos deixar de esclarecer uma série de aspectos que certamente poderão equivocar espectadores menos familiarizados com o tema do Sudário de Turim/Santo Sudário.

É igualmente nossa convicção que mesmo quem não viu esse programa poderá tirar partido da leitura deste trabalho, em termos de aquisição de conhecimentos fidedignos sobre o Sudário de Turim

Aspectos a salientar para análise:

Não pretendemos de forma alguma fazer um resumo alargado do documentário, realçaremos apenas os seguintes aspectos a analisar

1-É feita uma breve introdução histórica ao Sudário de Turim, sendo referido que «apareceu na cidade de Lirey» em França em 1390, mas segundo um historiador entrevistado, o Sudário não teria documentação histórica antes dessa altura

2-Dos aspectos de patologia forense é mencionado evidência de lesões perfurantes nos tornozelos.

3-É dado um grande realce a alegadas inscrições de frases em grego e latim na zona da cabeça, e que por si só atestariam a autenticidade do Sudário conectando-o com Jesus Cristo.

4-São abordados sumariamente os testes radiocarbono de 1988

5-Teorias de formação da Imagem

Este foi o aspecto mais desenvolvido

Das várias teorias de formação da imagem corporal patente no tecido do Sudário foram «seleccionadas» a da reacção de Maillard (de Raymond Rogers e Anna Arnoldi), defendida pelo perito em imagem Dr. Barrie Schwortz, e foi «ressuscitada» a velha teoria da «protofotografia» proposta nos anos 90 do século passado pelo historiador de arte da Universidade de Johannesburgo-Africa do Sul, Professor Nicholas Allen, bem como a mais recente tentativa de reprodução em 2009 pelo químico da Universidade de Pavia-Itália, Professor Luigi Garlaschelli

Assim, a imagem corporal patente no Sudário, seria produzida naturalmente por um cadáver envolto num pano de linho, ou em alternativa seria obra de um falsário medieval.

 

No final o espectador ficaria convencido que persistem muitas dúvidas relativas à autenticidade do Santo Sudário, não obstante a imagem nele patente, continua envolta numa bruma de mistério que a ciência esclarecerá um dia.

 

                                                Discussão

Dada a complexidade de cada um dos pontos não iremos efectuar um desenvolvimento extenso, mas sim evocar aspectos fundamentais.

1-Aspectos históricos

O Sudário foi apresentado pela primeira vez na Europa Ocidental aos fieis como o Sudário de Cristo ou seja o Seu lençol funerário com a imagem do Seu Corpo, pelo cavaleiro Geoffroy de Charny na pequena vila francesa de Lirey (não na cidade) em 1356 ou 1357 e não em 1390.

Contràriamente ao referido, antes dessa data há múltiplas referencias ao lençol que envolveu o Corpo de Cristo no qual estava patente a imagem do Seu Corpo em manuscritos da Cristandade do Oriente, sendo absolutamente seguro que o Sudário de Cristo esteve em Constantinopla desde o século X, tendo desaparecido aquando do saque da cidade pelos cruzados da 4ª Cruzada em 1204, e foi esse mesmo Sudário que foi apresentado aos fieis em Lirey cerca de 150 anos depois.

2-Aspectos de patologia forense:

A análise forense das manchas hemáticas (que são efectivamente de natureza sanguínea), evidencia uma impressionante sequência dos eventos da Paixão de Cristo, muito mais realista, completa e chocante, do que a relatada nos Evangelhos, e a propósito, as lesões perfurantes nos membros inferiores são a nível do 2º espaço intermetatarsiano (parte da frente do pé), e não nos tornozelos.

3-Alegadas inscrições na zona da cabeça

No programa, é entrevistada a historiadora e arquivista do Vaticano Drª Barbara Frale a qual defende a teoria de que as ditas inscrições latinas conectam o Sudário a Jesus Cristo, pois além de entre outras se ler « Nazarenus», a expressão «in necem» e outras levariam a concluir que no Sudário estaria inscrita a «sentença de morte» de Jesus Nazareno.

Todavia essas alegadas inscrições não foram descobertas pela historiadora, como o programa dá a entender, antes foram resultado de um prévio trabalho de processamento de imagem dos anos 90 de autoria dos cientistas André Marion e Anne Laure Courage do Institut Optique d’Orsay de Pari

 

 

                                     Descrição: C:\Users\Antero\Pictures\inscriptions.jpg         






      Fig. 1-alegadas inscrições visíveis na zona da cabeça, «realçadas»

 

 

Tais achados não são de forma alguma consensuais entre os peritos de imagem que estudam o Sudário tendo sido muito contestados como possíveis artefactos, e para além disso historiadores e linguistas como Mark Guscin contestam o seu sentido lógico e linguístico.

São pois achados bastante circunstanciais, e de forma alguma a autenticidade do Sudário poderá neles assentar.

4-Testes radiocarbono 1988

Este tema é abordado «de fugida» ficando vagamente a noção de que poderia ter sido testada uma zona de restauro medieval.

Sendo um tema extraordinariamente complexo resumimos que é uma certeza que os testes de radiocarbono de 1988 que dataram uma única amostra do tecido 1260-1390, já não podem ser assumidos como válidos, pois para além de estudos têxteis , de imagem (fotografia de fluorescência d U.V. e análise multiespectral) e laboratoriais como a espectroscopia FTIR (Fourier Transform Infra Red ) que concluíram pela natureza anómala da amostra, vários estudos de análise estatística das sub amostras dos 3 laboratórios envolvidos concluíram pela inhomogeneidade das datações das sub amostras da mesma.

Tal facto só poderá ser explicado pela presença de Carbono 14 mais recente, introduzido ou através de contaminação não removida, ou em alternativa pela datação de uma zona do tecido alvo de um restauro «invisível» como muito bem concluiu o químico Professor  Raymond Rogers num estudo laboratorial em 2005.

De qualquer forma é um facto que a amostra testada não é representativa do resto do tecido do Sudário, e mais recentemente o físico Professor Giulio Fanti utilizando métodos alternativos de datação de têxteis antigos (método micromecânico multiparamétrico, FTIR e espectroscopia Raman) datou remanescentes de tecido do Sudário num «spam» 280 A.C-220 A.D. por outras palavras é perfeitamente plausível que o tecido do Sudário seja anterior ou do século I A.D.

5-Teorias de formação da Imagem

Os promotores do documentário seleccionaram uma teoria de carácter científico, a teoria da reacção amino-carbonilo ou «Reacção de Maillard» proposta pelos químicos Professor Raymond Rogers e Anna Arnoldi em inícios de 2000, e «defendida no programa pelo perito em imagem e fotografia e que integrou a equipe STURP, o Dr. Barrie Schwortz, e resolveram confrontá-la com a hipótese especulativa do químico Professor Garlaschelli e com a há muito tempo desacreditada teoria da «protofotografia» do historiador de arte Professor Nicholas Allen.

Ficaram por mencionar sequer outras teorias igualmente válidas com suporte  científico teórico e experimental, como a teoria da «descarga de corona» e de energias radiantes.

5.1-Reacção de Maillard

No que respeita à primeira- Reacção de Maillard- que teoriza que a coloração que forma a imagem corporal no Sudário resulta da reacção de aminas voláteis emanadas de um corpo nas primeiras horas post mortem reagiriam com açucares  presentes à superfície do tecido em virtude de o mesmo ter sido lavado numa solução de «Sapponaria Officinalis» (planta), defronta-se com algumas dificuldades nomeadamente a física da difusão de gases, e a impossibilidade de se obter uma imagem com a resolução da do Sudário, assim como a impossibilidade de microscopicamente coexistirem fibras coloridas ao lado de fibras não coloridas, como se verifica no Sudário.

Efectivamente, como se viu no documentário, o tecido tratado com «Sapponaria Officinalis» que esteve em contacto durante cerca de 3 dias com o cadáver de um porco, não exibia qualquer imagem, apenas uma coloração amarelada.

5.2-Teoria da «Protofotografia»de Nicholas Allen

No que concerne à teoria da protofotografia de Nicholas Allen é posta a hipótese de que um falsário medieval cerca de500 anos antes da invenção da fotografia por Nicephore Niepce em 1822, teria à sua disposição materiais para obter num lençol uma imagem fotográfica de um corpo suspenso- uma câmara escura, uma lente de quartzo e um lençol impregnado de sais de prata (nitrato ou sulfato de prata).

O corpo (cadáver) seria exposto à luz solar durante dias, formar-se-ia uma imagem latente no lençol e a imagem seria depôs fixada com amónia (substância presente na urina) pela impregnação do tecido com urina.

A urina removeria a prata ficando uma imagem residual no tecido com a mesma tonalidade amarelada da imagem do Sudário.

No trabalho experimental que publicou, utilizando uma estátua e uma lente de quartzo (diga-se que preparada com tecnologia actual…), afirma que a imagem é idêntica à do Sudário em termos de não direccionalidade, de coloração, superficialidade comporta-se como um negativo fotográfico, tem tridimensionalidade, e não haveria resíduos de prata no lençol tal como no Sudário.

Todavia a realidade é completamente diferente

Contràriamente à assumpção do proponente, não há historicamente qualquer referencia ao desenvolvimento de técnicas fotográficas no período medieval nem há qualquer imagem fotográfica desse período, o proponente baseou-se sim em conhecimentos mais recentes, sendo certo que a lente utilizada não poderia ter sido produzida com tecnologia medieval.

O alegado corpo suspenso, entraria em decomposição durante os vários dias de exposição à luz solar!

    Também, contràriamente à imagem do Sudário que não é direccional, essa imagem é nitidamente direccional, em função da reflexão luminosa a partir da estátua, tem contornos perfeitamente definidos contrariamente à do Sudário, e embora tenha algumas características de negativo fotográfico não apresenta (nem poderia apresentar) qualquer codificação volumétrica/tridimensional.

Para além disso embora seja questionável do ponto de vista químico, que a amónia removeria «toda a prata» certamente que se o pano que empregou fosse submetido a análise por Fluorescência de RX ou Espectrometria de Massa métodos altamente sensíveis capazes d e detectar 1 parte por bilião!!! Seriam encontrados resíduos de prata!! ( no Sudário não foi detectado qualquer resíduo de prata na imagem pelos referidos métodos).

Alem disso e não menos importante, não respeita o facto de que no Sudário não há imagem sob as manchas hemáticas, o que quer dizer que a imagem se formou depois, pois aqui as «manchas sanguíneas» teriam de ser pintadas sobre a imagem!

Não nos parece pois que esta teoria tenha fundamentação científica e muito menos que as imagens obtidas sejam comparáveis à do Sudário, e há muito que foi desacreditada, pelo que convidamos os nossos leitores a julgarem por si.

 

                                          Descrição: C:\Users\Antero\Pictures\allen 1.jpg


Fig. 2- À esquerda região frontal da imagem obtida por Nicholas Allen, à direita a do Sudário, sendo nítido na primeira demarcação abrupta de contornos, áreas de iluminação direccional nomeadamente pés, o aspecto grotesco da face e a ausência de manchas sanguíneas

5.3- O «Sudário de Garlaschelli»

Por ultimo, relativamente ao famoso «sudário de Garlaschelli» este resultou de uma experiência financiada por uma associação ateísta italiana no sentido de «provar» que seria possível a um falsário medieval produzir uma imagem corporal em tecido exactamente igual à do Sudário de Turim.

Realço que o objectivo desta experiência efectuada em 2009, era desacreditar o Sudário que iria ser exibido em solene Ostensão em 2010.

Bàsicamente o método foi cobrir um voluntário utilizando uma mascara com um baixo relevo copiado da face do Sudário e na ultima experiência (houve várias tentativas com diferentes processos), foi utilizado acido sulfúrico diluído (que actuaria como oxidante da celulose do linho) misturado com azul de cobalto (posteriormente removido), pincelado sobre os relevos corporais de um voluntário coberto num lençol de linho, após o que o tecido era aquecido num forno para simular envelhecimento.

No final as manchas e trajectos sanguíneos foram pintadas por cima da imagem com uma solução aquosa de uma mistura de ocre vermelho, cinábrio e alizarina, e para completar foram efectuados buracos no tecido com uma tocha de gás (para simular as queimaduras do incêndio de Chambery de 1532)

Admitamos que as imagens são interessantes, embora a nível microscópico sejam absolutamente diferentes no aspecto de fibras, nomeadamente em termos de coloração e coalescência de fibras, já no que respeita à imagem em si, falta-lhe a gradação de cor observável na do Sudário, pois sendo uma imagem obtida por contacto (a do Sudário não o é) tem necessariamente de haver áreas imagem com transição abrupta para áreas não imagem, e além disso consoante o físico Keith Propp concluiu, utilizando um moderno programa de processamento de imagem, não tem codificação tridimensional comparável à do Sudário.

Fornecemos a imagem da face, lado a lado com a da face do Sudário de Turim, cada um, mesmo não perito em imagem que faça a sua apreciação.

 

 

                                                  Descrição: C:\Users\Antero\Pictures\garlashelli face.jpg         Descrição: C:\Users\Antero\Pictures\face shroud.jpg



Fig 3- Em cima Face do Sudário de Turim. Em baixo face do «sudário de Garlaschelli», evidente transição abrupta para zonas não imagem; as diferenças são marcadas, a nivel visual

                   Descrição: C:\Users\Antero\Pictures\garlaschelli.jpg


Fig. 4- À esquerda imagem do negativo fotográfico face do Sudário de Turim sendo aparente a gradação de tonalidades e a riqueza de pormenores, e à direita face do «sudário de Garlaschelli» com aspecto grosseiro e evidente transição abrupta para áreas não imagem (particularmente regiões das orbitas e perinasal)


Apesar da argumentação do proponente os resultados obtidos -diga-se em abono da verdade, os mais perfeitos até à presente data- são muito diferentes da imagem original todavia o problema de que no Sudário de Turim a impressão das manchas sanguíneas ter precedido a formação da imagem continua  a pôr-se, pois foram pintadas depois da obtenção da imagem.

Para terminar este assunto recordamos que no programa o Dr. Barrie Schwortz e a antropóloga forense observaram ao microscópio amostras de tecido das 3 experiências comparativamente a amostra de tecido-imagem do Sudário

Na experiência da «Reacção de Maillard» efectivamente a coloração das fibras era semelhante à das fibras do Sudário enquanto que o aspecto microscópico das outras duas era completamente diferente.

Tais dados foram-nos fornecidos pelo próprio Dr. Barrie Schwortz em e-mail pessoal

Não quer isto de forma alguma dizer que a Reacção de Maillard explica a imagem do Sudário pois apenas foi considerada a cor-há muitos outros aspectos a ter em conta nomeadamente a natureza química da coloração, a distribuição da cor em termos de localização nas fibras, superficialidade da coloração, coalescência de fibras entre outros, além disso lembramos que não foi obtida qualquer imagem, apenas uma mancha no tecido.

 

 

                                                                 

                                             CONCLUSÃO

Na nossa opinião, que é a de quem estuda o complexo tema do Santo Sudário de Turim há bastantes anos, recorrendo a estudos sérios de carácter científico bem como artigos de historiadores crediveis, este documentário, ressalvando alguns aspectos, em nada contribui para divulgação de conhecimentos fidedignos da sagrada relíquia.

Efectivamente para além de imprecisões históricas e  médico-forenses detem-se em pormenores irrelevantes como as alegadas «inscrições» no Sudário, e aborda de uma forma fugaz e pouco esclarecedora a controvérsia dos testes radiocarbono de 1988 deixando, continuar a pairar a «sombra» da datação radiocarbono, que sabemos estar já seguramente descredibilizada pelos estudos mais recentes.

 

Para agravar a situação, coloca no mesmo plano uma teoria com suporte científico ( a da reacção de Maillard) com teorias e experiências especulativas cujo denominador comum é tentar provar que o Santo Sudário de Turim foi não mais do que uma sofisticada falsificação medieval, e assim excluir qualquer ligação com o Corpo de Jesus Cristo.

Para além disso o documentário transmite a ideia de que mesmo que o Sudário fosse autêntico, a imagem nele patente seria um facto simplesmente natural, explicado cientificamente (reacção de Maillard) descartando qualquer acontecimento transcendente relacionável com a Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Todavia a realidade é bem diferente pois não existe na História nem nos anais de Medicina Forense, qualquer registo de um cadáver ter produzido uma imagem no lençol que o envolvia, e muito menos uma imagem com as características macroscópicas, microscópicas físicas e químicas da imagem corporal com as marcas da Paixão , patente no tecido do Santo Sudário de Turim.

Até à presente data, com todos os conhecimentos sobre a imagem a nível microscópico, físico e químico, NÃO FOI POSSIVEL REPRODUZIR A IMAGEM DO SANTO SUDÁRIO, a qual continua a ser um foco de atracção para a verdadeira Ciência , continuando actuais as palavras do Papa S. João Paulo II «Um desafio à inteligência».

Em suma, os documentários sobre o Sudário de Turim podem ser informativos e úteis, o que não foi o caso deste, por isso a razão de ser deste trabalho.

 

 

Nota: Não sendo este um trabalho científico na acepção do termo, não foi referenciado no texto o suporte bibliográfico, todavia tudo o que se afirma está fundamentado nos vários trabalhos e artigos  mencionados nas Referências, sendo fornecido o link de acesso sempre que disponivel

 

 

 

REFERÊNCIAS

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2-Allen, Nicholas P.L. «Verification of the nature and causes of the Photo-negative Images on the Shroud of Lirey-Chambery-Turin» http://www.sunstar-solutions.com/AOP/esoteric/Images_on_the_Shroud_of_Turin.htm

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7-Di Lazaro, Paolo, Atkinson, Anthony Lacomussi, Paola, Riani, Marco, Ricci, Marco Wadhams, Peter «Statistical and Proactive Analysis of na Interlaboratory Comparison: The radiocarbon dating of the Shroud of Turin» Enthropy Volume 22 Issue 9  10.3390/e22090926  https://www.mdpi.com/1099-4300/22/9/926

8-Fanti, G. «Can a Corona Discharge Explain the Body Image of the Turin Shroud?» Journal of Imaging Science and Technology Volume 54 Number 2 March 2010 pp. 20508-1-20508-11 (11) https://www.ingentaconnect.com/content/ist/jist/2010/00000054/00000002/art00010

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10-Garlaschelli , Luigi «Lifesize reproduction of the Shroud of Turin and its image» Journal of Image and Technology 54(4) July 2010 Issue 4 pp. 040301-14 https://www.researchgate.net/publication/243582609_Life-Size_Reproduction_of_the_Shroud_of_Turin_and_its_Image

11-Guscin, Mark «The Inscriptions on the Shroud» 1999  https://www.shroud.com/pdfs/guscin2.pdf  

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18-Scavone, Daniel «Greek Epitaphioi and other evidence for the Shroud in Constantinople up to 1204» https://www.shroud.com/pdfs/scavone.pdf

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20-Schwortz, Barrie M. «Behind the scenes of a New Smithsonian Channel Shroud Documentary» 2013

21-Schwortz, Barrie M. « A brief review of the new CNN documentary and further comments on the medieval photograph theory» March 5 2015

22-Schwortz, Barrie M e-mail pessoal 07/02/2021

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